O glorioso atolado desta semana é um jogador que surgiu como craque da Portuguesa, esteve até no Real madrid e teve ótima passagem pelo Grêmio no começo da década. Tu já tens um palpite? Pois o desentocado da vez é Rodrigo Fabri, ele foi para o brejo!
Rodrigo Fabri, nascido em Santo André, no dia 15 de janeiro de 1976, começou a carreira na Portuguesa de São Paulo. No ano de 96, levou a Lusa ao vice-campeonato do Brasileirão, perdendo o título, justamente para o Grêmio, clube onde Fabri, viria a se tornar referência. O time da capital paulistana jamais havia chegado tão longe no Campeonato Nacional.
Em 1998, Rodrigo foi contratado por ninguém menos que o gigante espanhol, Real Madrid. Entretanto, teve poucas oportunidades com a camisa merengue, e logo foi emprestado. Esteve no Valladolid da Espanha, no Santos, Sporting de Portugal e Grêmio, todos por empréstimo.Chegou ao Olímpico, em 2001. Não se firmou no time na primeira temporada, por conta das seguidas lesões que sofreu. Em julho do ano seguinte, aconteceu o pior: na semi-final da Libertadores, o Grêmio enfrentava o Olímpia, a decisão foi para os pênaltis, e Fabri, que havia entrado ao longo da partida, perdeu uma cobrança decisiva, contribuindo para a eliminação em casa do tricolor.
Contudo, o canhoto deu a volta por cima em grande estilo. Conseguiu a titularidade, fez um ótimo Brasileirão naquele ano, marcando 16 gols, incluindo três hat-tricks – quando um jogador marca três gols na mesma partida. Foi artilheiro do campeonato ao lado de Luís Fabiano, e o Grêmio atingiu a terceira colocação, conquistando vaga para a Copa Libertadores da América, do ano seguinte.
Após o fim do empréstimo, e do contrato com o time da capital espanhola, o meia-atacante seguiu do tricolor gaúcho para a terra das touradas, novamente. Só que desta vez foi atuar pelo grande rival do Real, o Atlético de Madrid. Ou seja, não precisou nem trocar de apartamento (hahaha). Porém, parecia que a Espanha não fazia bem ao futebol de Rodrigo, e em uma temporada, o atleta não se firmou no time Colchonero.Em julho de 2004, então, Fabri rumou para outro Atlético, desta vez o mineiro. Em BH, o jogador ajudou o Galo a escapar do rebaixamento. Mas, no ano seguinte, o futebolista nada pôde fazer, o time mineiro foi despromovido para a série B, do Campeonato Brasileiro.
Mesmo assim, Rodrigo foi contratado pelo São Paulo, no início de 2006. No tricolor paulista, Rodrigo Fabri não foi nem sombra do que era no outro tricolor, o gaúcho. Esteve mal nas oportunidades que teve e foi “rebaixado” para o time B. A situação ficou desconfortável o atleta saiu do Morumbi.
O pior momento da carreira veio no ano seguinte. Na época, ele foi contratado pelo Paulista de Junidaí – mesmo clube que revelou o zagueiro Réver e o goleiro Victor, para o futebol -, e não conseguiu livrar a equipe da despromoção para a Série C, do Brasileirão.
Em 2008, o meia-atacente firmou compromisso com o Figueirense, da paradisíaca Florianópolis em Santa Catarina. Novamente, não encontrou seu futebol de outrora, e o futebolista escreveu mais um rebaixamento no seu currículo: da Série A para a B, do brasileiro. No ano posterior, Rodrigo Fabri retornou à sua terra natal para jogar o Campeonato Nacional pelo Santo André. E adivinhe o que aconteceu?? Novo fracasso e outra despromoção para o atleta.
Depois de toda está carreira de altos e baixos, Rodrigo Fabri decidiu parar. Agora o treinador do Naútico, Alexandre Gallo, convidou o ex-companheiro de Portuguesa para fazer um estágio no clube pernambucano, e lá ele parmanecerá até o início da Série B. Eis a fala de Alexandre Gallo. "Atuamos juntos na Portuguesa e treinei o Fabri quanto estava no Figueirense e no Santo André. Ele me procurou e acabamos acertando este estágio no Naútico. Ele pretende ser auxiliar técnico e estou feliz por ajudá-lo", explica Gallo.
Aí está a carreira de Rodrigo Fabri, relatada pelo Drible da Vaca no, Eles Foram Para o Brejo.
1 Mugidos:
Muito bom o texto. Diferente de outros jogadores o Fabri foi um baita jogador, sendo até artilheiro do Brasileirão, o que é muito difícil. Ele foi para o brejo, mas pode se orgulhar da carreira!
Abraço à equipe do Drible!
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