quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Rugby em Porto Alegre

Foto: www.moradacharrua.com


O rugby é um esporte de origem inglesa, considerado hoje o segundo esporte mais popular do mundo. Porém, esta modalidade esportiva tão comum para tantos povos, tem a sua popularidade ainda muito baixa no Brasil, tendo em vista que se trata de um desporto de 186 anos. Segundo Álvaro Montandón, presidente do Charrua Rugby Clube, um dos motivos que poderia explicar este fato é a falta de divulgação. “Pelo fato de ser pouco divulgado na mídia que atinge o público maior, as pessoas que conhecem previamente o rugby são, normalmente, aquelas que têm acesso à canais de esportes em TVs por assinatura.” diz Montandón.

Tendo surgido em 1823, o rugby chegou oficialmente no Brasil, somente em meados de 1891, quando foi formado o primeiro time no país. Nesta época, o esporte esteve concentrado no eixo Rio-São Paulo. Para deixar isso mais claro, apenas no início do ano 2000, um grupo de amigos se reuniu para começar a jogar rugby no Rio Grande do Sul. E somente no ano seguinte fora fundado o primeiro time do Estado, o Charrua Rugby Clube, de Porto Alegre. Apesar de ser um esporte ainda muito recente para os gaúchos, ele é levado a sério e com muito profissionalismo. Em 2006 foi criado o Campeonato Gaúcho de Rugby, também conhecido como Gaúchão de Rugby. O Grupo de Desenvolvimento do Rugby/RS, liderado por Nilson Taminato, que organiza e fiscaliza as competições no Estado, desde 2006, mostrando assim a seriedade do esporte no Rio Grande. O Campeonato Gaúcho é disputado anualmente por times do estado, e nos dois primeiros anos, o torneio foi disputado no modelo Seven-a-Side (sete jogadores por time). E neste ano foi adotado o modelo Rugby Union (15 participantes por equipe), padrão de todas as competições internacionais.

Conhecido por ser um esporte de muito contato físico e virilidade, o senso comum é de que o esporte é exclusivamente para pessoas fortes. Porém, os praticantes e dirigentes destoam desta máxima. De acordo com Montandón, não há qualquer restrição ou exigência física, biotipo de atleta, pois em campo cada jogador tem uma posição com uma função bem definida. “Há espaço para os magrinhos, gordinhos, crianças, mulheres, saradões, veteranos, desde que todos comunguem com o espírito do “fair play” e da diversão que o rugby proporciona”, afirma o presidente do Charrua.

Além do time principal, o Charrua incentiva adolescentes e crianças a praticarem o esporte, com uma escolinha que ensina jovens entre 10 e 18 anos. As mulheres também entram em campo. Para se ter uma ideia as jogadoras da modalidade Seven-a-Side, do Charrua Rugby Clube, estão invictas desde 2007. “De maneira geral, o rugby feminino no Brasil é bem desenvolvido, proporcionalmente mais do que em outros países com mais história do esporte”, diz Montandón.

Aos poucos os torcedores estão começando a mostrar a sua cara, ainda em números pouco expressivos, constata o presidente do Charrua Rugby Clube. Mas, de acordo com ele, em termos de barulho e empolgação não ficam devendo nada para torcedores de outras modalidades esportivas. Vale lembrar que é um esporte de fácil acesso, pois as entradas para os jogos são, normalmente, gratuitas.


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4 Mugidos:

Lisiane de Assis disse...

Mas que texto bem escrito, hein!!!

† Klaus † disse...

UHUhuahuashuhua

Felipe Leduino disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Lisiane de Assis disse...

Não entendo como os caras jogam sem proteção nenhuma. è quase igual futebol americano, os caras devem se quebrar muuuuiiiitooo!!!